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Saiba como escapar do golpe do emprego
Golpistas usam truques variados. Que tal pagar R$ 4.600 para assegurar uma vaga de trabalho? Talvez isso possa parecer um absurdo para você, mas algumas agências de recrutamento, que se dizem especializadas em recolocação de profissionais no mercado de trabalho, estão conseguindo convencer milhares de pessoas instruídas e de alta qualificação a desembolsarem bagatelas como essas, para garantir empregos extraordinários.
E a pior parte dessa história nem é o fato de profissionais que possuem bons currículos estarem se sujeitando a bancar uma grana alta para fisgar o tão sonhado emprego. O lado mais bizarro é quando essas pessoas descobrem que a vaga não existe, na verdade, nunca existiu. As vítimas se dão conta de que caíram no golpe do emprego (veja como funciona na página 3).
Edson Farias, tem 37 anos, é graduado em Administração de Empresas, tem MBA em Gestão de Negócios e fala o básico do inglês. Tantas instruções não o impediram de cair no “conto do vigário”, como ele mesmo classifica. “Me prometeram salário de R$ 5.800 mais benefícios. Não tem como você desconfiar, porque o local da entrevista é muito bem apresentável. Salas bem montadas, pessoas com notebooks”, lembra ele, que caiu na armadilha e pagou R$ 4.600 pela vaga fantasma.
O administrador, que hoje está com uma ação no Juizado Especial de Pequenas Causas contra a empresa que o lesou, acredita que nunca mais terá o seu dinheiro de volta. “Meu advogado disse que eu teria que conseguir provas muito mais concretas para reaver esta quantia. Eu já sei que não vai dar em nada”, diz.
Agora ele trabalha em um escritório de representação, mas não esquece como tudo aconteceu, em novembro do ano passado. “Depois de me ligarem informando que existia uma vaga de acordo com o meu perfil, disseram que haveria uma entrevista em São Paulo. Comprei as passagens e paguei a hospedagem”.
Após ser muito bem recepcionado, Edson foi encaminhado para uma sala, sob o pretexto de participar de supostos treinamentos, dinâmicas de grupo e uma entrevista com uma também suposta psicóloga.
“ Ela traçou o meu perfil psicológico e ainda me mostrou, em porcentagem, qual era a minha chance de conseguir aquele emprego. No meu caso, passava dos 60% e eu ainda tinha outras opções de vagas. Eles asseguraram que eu ficaria com uma delas”.
Transcorridos todos os trâmites, Edson voltou para Salvador e aguardou os dez dias, prazo dado pela falsa agência para que fosse chamado pela empresa que o contrataria. Passaram-se os dez dias e nenhum contato posterior aconteceu. Ele tentou os telefones que constavam no cartão de visitas, mas já não eram mais os mesmos.
PRISÕES – Em 2006, seis pessoas que representavam a empresa Gatework, localizada na Avenida Paulista, foram presas acusadas de aplicarem o golpe do emprego. Entre elas, estavam uma psicóloga, um diretor e quatro gerentes. Este foi um caso isolado, porque, geralmente, faltam provas para que os estelionatários sejam efetivamente punidos.
“ Eles agem sob o pretexto de que são prestadores de serviço, só que nenhuma empresa séria pode garantir vaga para ninguém, muito menos cobrar por isso”. afirma Nelson Leal, headhunter (caçador de talentos) da empresa Perfilonline, empresa especializada em recrutamento de executivos.
O Ministério Público do Trabalho de São Paulo e do Rio de Janeiro também já investigam casos como esses que se pulverizam por todo o Brasil. O site de relacionamentos Orkut acumula mais de quatro mil tópicos de usuários relatando os casos ocorridos e até disponibilizam listas negras, com os nomes das empresas que agem de má-fé. Para conhecer as agências golpistas, basta colocar as palavras-chaves “golpe do emprego” no Google ou no Orkut.
Serviço:
Para denunciar o golpe do emprego
1° Juizado Cível de Defesa do Consumidor Tel.: 71-3320-6980 Del. de Defesa do Consumidor Tel.: 71 3116-6729 Ministério Público do Trabalho Tel.: 71 3324-3400 Procon - Sup. de Proteção e Defesa do Consumidor


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